02/09/14

Mini Intercâmbio


Intercâmbio no colegial ou faculdade é algo que inegavelmente acrescenta na formação de qualquer um, tanto acadêmica quanto pessoal; mas nem todo mundo tem tempo, dinheiro ou qualquer outra condição necessária. 

Isso, felizmente, não impede que se tenha essa experiência. Existem intercâmbios menores, pra cursos que em maioria são de língua, mas há outras opções também, e esses dão oportunidade aos que querem viver essa viagem, aprendizado. 
Eu já fiz um, no qual aprendi e me diverti de maneira imensurável (e contei nesse e nesse post). Fui para Antibes, na França, e pra quem tem dúvidas de quanto aproveitei, vale a pena dar uma olhada nas minhas aventuras contadas. É algo que super indico, até porque, por ser menos tempo, as condições são mais versáteis. 

Antibes, França

Na maioria se tem liberdade quase absoluta, opção entre residência na instituição de ensino (escola ou faculdade) ou casa de família, aulas específicas e breves, e proporcionam toda a infra-estrutura necessária para uma boa estadia, inclusive o entretenimento, como os passeios e atividades. 

Não vou falar o quanto indico e deixar pra você se virar (não sou sacana!), então aqui vão algumas opções em diferentes sites: 

CI.com.br 

Stb.com.br
ef.com.br 

Antibes, França
Esse que eu fiz na França foi incrível e eu não tenho nenhum arrependimento mas acho que o destino é algo que varia muito a questão do aproveitamento, de pessoa pra pessoa. Acho que se deve pesquisar sobre o lugar antes de fazer qualquer coisa e ver se combina com você. 


Sidney, Austrália




Eu estou com MUITA vontade de conhecer a Austrália e pretendo passar umas 3 semanas no julho de 2015 em um mini intercâmbio por lá. Aliás, se você tem interesse em fazer essa viagem comigo me avisa nos comentários ou por outra rede social que eu vou começar a pesquisar de acordo com o número de pessoas que aderirem. Pra fazer intercâmbios separados mas no mesmo lugar e ao mesmo tempo. Me avisem que já vou começar a ver! E quem não quer Austrália, pesquisa outros destinos nos sites que dei... Vale a pena!!! 

Beijos,

Layla 





E pensa com carinho sobre a viagem ;)  1

30/08/14

Ubatuba

Tenho casa nessa cidade linda do litoral paulista, Ubatuba, há alguns anos mas nunca me despertou interesse, e portanto, eu tinha ido no máximo 2 vezes nos últimos 3 anos, e aí pintou uma viagem de todos os primos que eu não podia recusar.

Eu queria ir mas como sou a mais velha, não queria ficar muito tempo, já que sempre sobra pra mim ser a babá. O imprevisto foi que eu queria ficar mais no final!!


A praia da minha casa e por sinal que gostei mais, é Itamambuca, onde rolam vários campeonatos de surf e todo mundo surfa, (inclusive eu aprendi) e no canto direito, onde tem umas pedras e deságua um rio, dá pra ver várias tartarugas do ladinho de quem espera as ondas chegarem, é a coisa mais linda! 







Ah, e nesse rio dá pra fazer kayak e stand up, e é na frente de um resort que nunca entrei mas todo mundo fala que é bem legal, e também de um camping, pra quem é mais aventureiro.


No rio do resort, na praia de Itamambuca com algumas meninas que me acompanham nas redes sociais e que conheci lá (umas fofas, por sinal)

Itamambuca é um condomínio aberto e lá dentro tem várias lojas, restaurantes e etc, e caso você vá, te aconselho um bolo de cenoura e chocolate do restaurante North Shore, o qual a dona tem um neto de 8 anos que destrói qualquer marmanjo no surf.


Uma praia ali do lado que gosto muito é a do Felix. Muito bonita e a galera surfa bastante lá, assim como na Vermelha, que além das ondas tem uma baladinha que já fui e é bem legal (chama Areia).


Pra quem gosta mais da exclusividade a Praia da Fazenda é deserta na maioria do tempo, e o mar de lá super rasinho; não gosto da areia dura e escura, mas o que mais gostei dessa praia foi a chegada: cheia de áreas verdes preservadas como Itamambuca mas também com placas de informações úteis sobre o meio ambiente. Achei irado!


Se você curte a natureza tanto quanto eu, uma cachoeira é a melhor opção pra começar o dia, e lá tem várias, mas a que mais me encantou foi a do Prumirim. Como já sabemos, São Paulo está com um problema de falta de água, e se nota nas marcas nas pedras que formam banheiras naturais em cima da cachoeira e fica visível a redução drástica do nível de água, mas mesmo assim é maravilhosa! 






Só o que me deixou triste foi ver a quantidade de lixo jogada em um lugar sagrado como essa cachoeira, e me fez refletir sobre a natureza nojenta do ser humano que polui algo que lhes dá prazer, e se não desse não iriam visitar. Ah, e uma vendinha de comida alí também me perturbou. Se aquilo é um espaço natural sobre o qual ninguém além do governo tem poder, o que dá o direito de uma pessoa invadir e poluir visual e espiritualmente, transformando algo puro em mais uma peça do quebra-cabeça capitalista? QUE RAIVA!

É como a macumba e oferendas que fazem em lugares como esse: você tem todo o direito de acreditar e honrar o que quiser, mas ninguém tem a obrigação de ver a manifestação da sua fé que nem sempre é a mesma que a nossa. Acho isso desrespeitoso. Quem quiser que faça em propriedades privadas a que lhes pertence o domínio.






Mas voltando ao tema, à benção natural daquela região cercada por Mata Atlântica, também há lugares mais urbanizados, como o centro. Tem um parque de diversões, uma freirinha cheia de coisas fofas, uma pista de skate bem legal e também várias sorveterias, uma melhor que a outra (a Pistache é minha favorita).


Por ali também se pesca, perto das sorveterias e no píer na ponta direita da praia, perto da central do Projeto Tamar de lá, que é aberto ao público mais no centro, e é do lado de vários shoppings.


O que fazer em Ubatuba não falta!


Super aconselho visitarem esses lados, e o post acabou mas quem quiser um extra aqui vai uma histórinha de muitas que já passei por lá:


Como muitos outros lugares, Itamambuca é vizinha de uma praia Brava, a qual se tem acesso apenas de barco ou atravessando a montanha de mata que separa as duas. Um belo dia, numa viagem com uma amiga, decidimos conhecer o lugar com uns meninos amigos meus da região. Fomos bem cedinho, caminhando, é claro, e tomando muitos tombos no trajeto escorregadio da lama com folhas na montanha. Tirando as vezes que caímos e rolamos uma distância significativa de barranco, depois tendo que subir de novo, foi tudo bem. 


Passamos o dia naquele pedacinho deserto de paraíso, dando muita risada e tal. Eu, esquecida como sempre e portadora de hipoglicemia (não posso ficar sem comer por muito tempo, ou passo mal), esqueci de levar comida e só lembrei disso quando estava prestes a cair dura lá mesmo.  


Quando eu avisei, todos decidiram voltar, e foram por onde vieram, com exceção minha, da minha amiga que quis me acompanhar e do Lafê, meu amigo que é nativo e que tentou me avisar que minha ideia não era boa, mas foi junto para garantir mais segurança. Minha ideia: ir pelas pedras na costa, por ser uma distância menor que a montanha. 


A distância era menor sim, mas esqueci de calcular as ondas batendo forte, a maré alta e as partes sem pedra. Se eu não quis voltar no meio do caminho? Claro que quis, logo no começo quando vi a primeira cobra d'água que morava nas pedras que eu me apoiava, porém, essas mesmas são irregulares e nem todas das que eu tive que pular eu conseguia escalar de volta. 


Continuamos indo até não ter mais onde pisar e a única alternativa ser pular na água. A pedra que a gente estava era alta e íngreme, ou seja, eu não conseguiria mergulhar sem correr o risco de quebrar a cabeça, e por isso tive que escorregar até onde ela se encontrava com a água, percurso esse que estava cheio de mariscos e arranharam minha bunda.  


Ok, até aí estava ruim mas nem tanto. Foi quando eu me lembrei que eu estava pra desmaiar e não tinha forças pra nadar contra as ondas que me jogavam contra as pedras que eu percebi quão fu* eu estava. Dei tudo de mim, agradecendo por ter o Lafê levando minhas havaianas e outros pertences, já que além de nadar melhor e ser mais forte, ele não estava desmaiando. 


Meu biquini tomara-que-caia, nessa altura já tinha sido levado havia tempo; meu pulmão não aguentava mais receber água no lugar de ar; e meu corpo cansado ardia tanto dos cortes dos mariscos que parecia que estava nadando em fogo. Sinceramente, esse foi um dos momentos da minha vida que achei que ia morrer e não podia fazer nada a respeito, então desisti de lutar e deixei que acontecesse o inevitável. 


Nada. 


Até que acordei sendo puxada da água pelo Lafê e mais um dos meninos que vieram por terra. Os outros dois ajudando minha amiga logo ao lado. Se depois disso eu estivesse em casa até que dava pra aguentar mas eu ainda teria que andar uns 2km de praia, então decidi ficar por ali mesmo e pedir um pouco do salgadinho de um menino que foi assistir o tumulto quando viu os salva-vidas chegando (atrasados, por sinal). 


Eu estava tão feliz de estar viva que nem pensei na vergonha que eu estava passando, não só com os desconhecidos mas também com os amigos, com os quais eu discuti pra ir pelas pedras. Aliás, depois dessa eu verifico muitas vezes os horários das marés antes de decidir ir pelas pedras em qualquer praia.  


Finalmente, cheguei em casa tranquila (antes de ser perturbada por um sermão materno sobre o sangue escorrendo do arranhado dos mariscos e da irresponsabilidade de não ter comido antes de ir, mas isso faz parte) e entendi o nome da praia: Brava.




Sempre pedem pra eu incluir histórias nos posts, mas não se acostumem porque nem todas envolvem minha vida como essa. Até a próxima, e quem conhece essa cidade e outros programas por lá, não se esqueça de publicar nos comentários como dicas à quem quiser ir.


Beijo, 


Layla Foz
5

27/08/14

Crie sua beleza

Que conceito de beleza imbecil é esse, pelo qual nós estamos vivendo? E por que aderimos essa demência mesmo sabendo que nunca chegaremos à perfeição? É um martírio!

São poucos os que arriscam vestir algo que sai do padrão, são poucos os que expõem suas personalidades em seus visuais, são poucos os que se recusam a não seguir essa ditadura.


Concordo que cada lugar tem seus conceituais de beleza, sendo eles magrinha com espaço entre as pernas, ou gostosona com cabelo de chapinha, mas tudo vem da mídia que vai se fixando no nosso subconsciente e formando o que julgamos ser bonito ou não, mas espera aí… Hoje em dia tudo tem photoshop e a modelo não tem uma cintura daquela, nem pele, nem cílios e nem nada disso.




A boneca Barbie, pra quem não sabe, se fosse humana teria seu pescoço 7 vezes mais longo que o normal, uma caixa torácica que não a possibilitaria de respirar, seios que lhe causariam problema na coluna e ela não seria capaz de andar normalmente, devido às suas proporções. Ela seria magra demais para ter filhos também (não, eu não estou inventando - são dados).

Sim, é natural que liguemos pra como as pessoas aparentam, até porque, muito disso é reflexo da personalidade, do capricho, do empenho e tudo mais, mas não acha que chegamos à um extremo, não?


Idealizamos o irreal como a perfeição e vamos tentando atingir esquecendo que somos seres humanos e nossa beleza está na imperfeição. Cada um de nós é unanimidade e que graça teria sermos todos iguais?


Que graça tem não poder ter diferentes estilos de cabelo, larguras de quadril ou formatos de rosto sem estar sujeito a olhares tortos, cochichos e pior: insatisfação ao se olhar no espelho e ver quão longe se encontra do modelo imposto?


É claro que essa é uma opinião pessoal, a qual você provavelmente vai ver de outro jeito, mas você há de concordar que o ídolo dessa nossa era é a aparência. Redes sociais, propagandas, empregos… tudo! Aliás, o mais espantador é o photoshop. Este é a prova da farsa que é nossa sociedade, onde um tenta agradar o outro sem se preocupar em agradar a si, esquecendo que agradar a todos é uma missão impossível.


É de ficar boquiaberto. Sim, é normal quererem se encaixar nos padrões malhando, usando maquiagem, tirando fotos que te favorecem e coisas do tipo, mas o anormal é idolatrar isso como se não fossemos nada além de carne. “Nós somos alma tendo uma experiências de carne, e não carne tendo experiência de alma”.


Se algo te incomoda quando você se olha no espelho, porque não é bonito como todo mundo diz, lembre-se como o padrão de beleza já mudou durante a história da humanidade! E lembre que você é assim, e dentro do seu padrão, isso é beleza.


Vou dar uma viajada básica, até porque se eu não der, não sou eu, mas enfim… Imagina se um E.T vem parar na Terra e ele é igual a nós humanos mas sem sobrancelha. Você já brincou de tapar as sobrancelhas pra ver como você fica e morreu de rir? Se não, faça com amigas, é engraçado, mas continuando, todo mundo ia achar aquilo horrível, porém, se um humano fosse parar no planeta desse E.T, todos iam achar a coisa mais grotesca: um tufo de pelos no meio do rosto, né?


Então, se você está me acompanhando, a conclusão é que beleza não existe. Beleza é a opinião de acordo com os olhos de quem vê. Beleza é um padrão que cada um cria. Crie o seu e ame-se antes de querer que outros te amem, porque tudo começa com você. Tudo!


Você é assim, graças à natureza, e como eu já vi muito, e com certeza você também, a natureza nunca erra, e até o que parece erro tem seu toque único e especial.


Quão fascinante é o fato de cada ser humano ter um DNA, uma impressão digital e marcas únicas nos olhos? Seu design é seu, e só seu. Agora se preocupe em preencher essa casca unicamente linda que lhe foi providenciada pela natureza ( e/ou Deus, dependendo do que você acredita) com um caráter que seja reflexo dessa maravilha. E com um sorriso no rosto, SEMPRE!


Antes de me despedir gostaria de dividir esse texto do Herbert Vianna, uma figura por qual tenho muita admiração e tive a honra de conhecer quando era pequena na casa de um amigo do meu pai, e ouvir “Layla” (do Eric Clapton e inspiração do meu nome) pela voz do mesmo. Aqui vai:



Cirurgia de lipoaspiração?? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje Deus é a auto-imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser..Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.
Que dom com as palavras que ele possui! Mas enfim, é isso… Posso ter ido contra ideias de alguns, mas é 100% minha real opinião a respeito, mesmo parecendo, em alguns momentos do que foi escrito, contraditória.

Beijocas,


Layla Foz.



21

22/07/14

A Mentira

A Mentira é traiçoeira; ela engana mais quem conta do que quem escuta; ela finge que te ajuda mas puxa o tapete quando você está desatento.

A Mentira é pegajosa; ela gruda em você e por mais que queira que ela largue, ela fica por perto, mostrando a cara de momento em momento; não tem quem a ensine o desapego.

A Mentira tem perna curta; ela pode até tentar acelerar o passo, mas não chega muito longe; ela vai achando que tem sustento e logo cai - subitamente.

A Mentira é gulosa; ela fica pedindo comida e ameaça se entregar se não a alimentar; ela pede mais sabendo que explode a qualquer momento; quando você menos espera, é você que ela engole, como um buraco negro.

A Mentira é gorda; ela pesa muito pra quem carrega, mas jura estar de dieta; ela se soma ao problema leve e o torna obeso.

A Mentira é mentirosa; ela finge que com ela só ganhamos, mas na verdade só perdemos; finge que é a solução, mas é o oposto; finge que vai embora sem mais nem menos, mas nunca para de implorar por atenção.

Ah! E a Mentira também é ladra; quando vai embora rouba a Confiança.

Não crie esse monstro - traiçoeiro, pegajoso, gordo, guloso, de perna curta, ladrão e mentiroso - pois ele cresce e machuca você, que tanto cuidou para que ficasse grande, forte e estável.

O Amor tem força pra vencer da Mentira, mas que combate cansativo - e que deixa marcas!



Layla Foz


7

07/07/14

Sentimento pós intercâmbio

Comecei esse texto há um mês atrás, mas minha cabeça estava tão… cheia de coisas, que só consegui terminar agora. É um assunto delicado pra mim e durante esse um mês, todas as vezes que tentei acabar ele, não consegui traduzir emoções tão fortes para palavras. O que eu vivi foi muito bom e é difícil enfiar na cabeça que acabou, mas pra vocês saberem o que passa por dentro:

É um tanto quanto irreal.

Depois de 10 meses nos Estados Unidos, San Diego, Califórnia, onde eu estava quando a maioria de vocês ouviram falar de mim pela primeira vez, eu estou num avião gelado, com o rosto molhado e sem palavras para descrever minha experiência.

Olhar pra trás é como tentar lembrar de um sonho bem nublado… Aqueles que você sabe que está esquecendo de um pedacinho mas sabe que sonhou, e no caso, que vivi.

Cada pessoa foi tão especial que eu nem sei colocar no papel… (ou no computador).


Sair da escola sabendo que não vou mais ver essas caras de novo.

Sair da casa sabendo que nunca mais vou tomar banho naquele chuveiro, dormir naquela cama ou lavar a louça com aquela vista. 

Sair do carro que te levou todo dia pra escola, e abraçar seu amigo sabendo que se um dia nos reencontrarmos, não vai ser igual….

Eu tenho tanto a dizer pra quem ficou, e uma vez não vai ser suficiente. Escondi bilhetinhos pela casa, pra lembrar cada dia um pouquinho, como eu amo essas pessoas, mas nunca vai ser o suficiente.

Nunca vão entender minha gratidão por terem me aceitado na família deles, na vida deles, na rotina deles e terem dividido a atenção comigo; seja me levando pra tomar sorvete ou conversando no jantar de uma quarta-feira a noite.


É ridículo o que eu estou sentindo por dentro. Nunca me senti assim… um vazio… mas ao mesmo tempo me parece um sentimento familiar.

Acho que já vivi isso há dois anos atrás quando tive que me despedir das amigas que fiz no intercâmbio na França, mas agora é muito mais intenso por eu ter ficado mais tempo e então criado laços mais fortes.

Ou talvez quando me despedi da minha vida no Brasil, antes de começar essa experiência louca que com certeza me mudou pra sempre. Mas nesse caso, eu sabia que eu voltaria e encontraria todo mundo de novo.

Hmm… é um pouco similar a perder alguém. Quando alguém morre e você deseja poder ter mais uns segundinhos com a pessoa, pra falar e abraçar até as almas se fundirem. Só que não é 1 alguém, e sim vários alguéns… e eu ainda posso falar com eles, que estão vivinhos da silva, seguindo uma rotina que eu participei por um bom tempo.

É, desisto! Não dá mesmo pra explicar como é; só dá pra dizer que mistura de tudo um pouco e dá um vazio no peito que vai entender só quem viver. Um vazio que não me fez voltar correndo da sala de embarque pros braços de quem me levou no aeroporto só pela ansiedade de ver as pessoas que eu amo quando desembarcar no meu país natal.


É louco saber que nunca vou viver tudo aquilo que vivia todos os dias de novo, mas é bom pra sabermos que na vida tudo passa e o que importa é aproveitar ao máximo o AGORA!

A vida é feita de histórias, e que vivamos tantas que não caberia em livro algum, ou biblioteca alguma. E o mais importante: é preciso que uma história se acabe para que a outra comece, e assim, juntando todos os capítulos, dê uma boa série da minha/sua vida.










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