20/10/14

Viagem à África - parte 1

Galera, já prometi isso há um tempo mas sempre esqueço e decidi fazer; vou contar pra vocês da minha viagem para a África, na qual felizmente eu fiz um diário de bordo e portanto não vou esquecer de nada, apenas transcrever.


DIA 26/12/2011

Chegamos ontem no Kwando Safari Kwara Camp. Começando, ficamos sei lá quantas horas no avião até que entramos no continente africano, eu olhei pela janela e havia um deserto imenso com algumas lagoas no meio. Era a Namíbia. 

A seguir veio a África do Sul, que daquele ponto de vista parecia um quebra-cabeças. Os “terrenos” eram delimitados como se tivessem sido recortados em formas geométricas perfeitas (círculos que encaixavam em triângulos - não sei como até agora!). Depois vim a descobrir que esses “terrenos” eram as savanas e tinham essas divisões naturalmente.

E de repente uma cidade gigantesca apareceu: Johannesburg.

No aeroporto, todos eram excepcionalmente gentis e alegres, mesmo trabalhando no dia do natal (na verdade levaram pelo lado bom e muitos estavam fantasiados de Papai Noel). 

Pegamos um avião um pouco menor, fomos para Maun, a quarta maior cidade de Botswana, e não pude deixar de notar que o aeroporto era menor que minha escola. O banco para câmbio era na beira da estrada de terra, onde vários vendedores de artesanato que nem falavam inglês nos rodearam.

Meu pai ficou bravo comigo porque dei 3 camisetas para uns caras que nem conhecemos direito, mas dá muita dó do quanto tudo alí é precário. 

Dalí, pegamos um avião monomotor para o alojamento que estamos agora; a pilota que eu não lembro o nome era da Nova Zelândia e veio pra cá experimentar outro tipo de vida (pilota de monomotor por cima das savanas africanas, ou seja, meu sonho!).

O primeiro elefante que vimos do avião foi tipo “Ó!”, mas aí, mais foram aparecendo, até que vimos uma fila de uns 25 e achamos normal. Lá de cima os bichos pareciam pecinhas de brinquedo de criança.

Apesar de eu ter ido na frente com a mulher, quando começou a chover, meu pai que tem medo de altura começou a passar mal e eu não sabia se ria dele ou olhava pro visual.

Logo aterrizamos e um Jeep com 2 caras nos esperava. Descansamos na cabana - que não tem nada de cabana além de ser isolada apesar de ser chamada por esse nome - e mais tarde saímos com nossos guias oficiais, Bate e Titi (que não fecha a boca nem quando está quieto de tão beiçudo - não é exagero! -, sempre com os dentes a mostra mas muito gente boa), para fazer o “game drive” (o nome dado ao passeio de Jeep para ver os animais). 

De cara vimos 4 leões, e então zebras, girafas, babuínos e muito mais. Parece ridículo já que já vimos tudo isso em zoológico mas é muito diferente ver eles na natureza.

Passamos o fim de tarde em frente a uma lagoa, no esquema montado pelos guias com comidas típicas e etc… foi muito bom e apesar da vista e das empalas e zebras que nos rodeavam, o ponto negativo foi o frio, mas cobertores ajudaram.

Na volta tivemos um jantar de natal onde conhecemos toda a galera hospedada no camp, que são muito legais mas não tem nenhuma criança e nem adolescente.

Dormimos e hoje, umas 5am fui acordada por Bate batendo na porta. Fui como uma zumbi tomar café, que era envolta de uma fogueira, em frente a lagoa, lotada de hipopótamos. O mais legal foi ver os babuínos tentando roubar muffins.

De Jeep fomos até um rio, que de barco navegamos e vimos muitos bichos, especialmente pássaros. Na hora da pesca meu irmão e Bate pescaram um cada, Titi pescou 3, eu nada e meu pai passou mal e nem tentou.

Chegamos a uma ilha para onde vão todos os pássaros no verão para que os filhotes cresçam e no verão irem para a Europa. É incrível a quantidade deles, ocupando todas as árvores com inúmeros ninhos.

Voltamos para as cabanas, almoçamos (a comida daqui não é muito boa, não), tomamos banho e dormimos. Acordei com uma garrafada na cara (proveniente da delicadeza da minha família para com uns aos outros) e um calor inexplicável. Deu tempo de uma ducha e fomos para o game drive da tarde, mas dessa vez com duas outras pessoas (Veena e Vené), um casal de indianos de Washington.

Encontramos ossos, que eu curiosa pulei do carro pra ir mexer e segundo os guias eram de elefante, e vimos apenas dois Baubabs (uma espécie de árvore de tronco muito largo e alto e galhos curtos e finos, típico dos filmes da África e que retém muita água e nutrientes, o que justifica os elefantes a buscarem pela madeira úmida e macia - eles a comem e a espécie vai em rumo a extinção).

Agora estou no Jeep olhando para um grupo de 4 elefantes a 8m de mim .



Antes de ir jantar fomos comer e beber em um lago com hipopótamos durante o por-do-sol. Nesse pit-stop do game drive meu pai bebeu alguns gin tonics e ficou bêbado, o que foi a felicidade da volta para mim e meu irmão que não paramos de rir o caminho inteiro com as palhaçadas dele, incluindo pum na frente dos indianos que quase não acreditaram e xixi de cima do Jeep.

Ah, não posso esquecer de mencionar que topamos com dois leões na estrada e meu pai naquele estado começou a surtar e dizer que iam nos atacar aos gritos.

De noite…

Tivemos um “show" de música típica africanas que os funcionários nos proporcionaram, e a comida típica estava até boa dessa vez - menos um bloco branco sei lá de quê.

O que eu tenho a dizer é: se você vier à África, traga seu próprio xampu porque o daqui é uma b*sta.

Agora estou deitada escutando o barulho de um javali embaixo da nossa cabana, um elefante ao longe e uma sinfonia de grilos, sapos e cigarras do lago da frente. Ah, e a infeliz da mariposa que está me rondando.

Bom, hoje Bate me ensinou a fazer um colar com a flor vitória régia, que ele fazia para as meninas quando era adolescente, e a diferenciar Vênus e Marte das estrelas e deles mesmos. Também me ensinou alguns cumprimentos daqui e da Nigéria mas não vou saber escrever.

É isso aí, amanhã vamos começar o dia com game drive e eu vou contanto o que acontece.

See you later :)


Nossa! Por mais que pareça simples pra quem lê, me dá lágrimas nos olhos de lembrar tudo isso.

Transcrevi tudo como estava escrito no diário de bordo e se algo não foi claro, por favor, é só perguntar nos comentários. Cada post que eu fizer vai ser de um “dia” no diário, ou pelo menos de um dia que eu escrevi, mesmo que nele eu tenha contado de outros dias.

Até o próximo capítulo, que pessoalmente eu acho que fica mais divertido.

Beijos

Layla.


PS: vocês vão entender porque não tem fotos no último capítulo. 5

15/10/14

A mudança vem de dentro

Esse fim de semana tive a infelicidade de rever conhecidas que não me despertam nada de positivo, e durante uma conversa uma perguntou pra outra de onde era tal coisa que ela estava usando; ao receber a resposta perguntou "mas você comprou ou pegou?". Confesso que demorei pra entender e tampouco me calei quando percebi que o assunto sendo posto em pauta com tanta naturalidade era um furto.

Apesar da companhia não me agradar nada, existem momentos em que não podemos sair andando e tive que me conter ali, na minha, esperando futuros tópicos diferentes de "em tal loja quase fui pega", "ah, naquela é super fácil de roubar anéis, é só colocar no dedo e sair porque o sensor não capta"...

Ironicamente, o próximo assunto foi sobre a corrupção de políticos. OI?????????

É! A pessoa que há 5 minutos falou em roubar como se fosse normal quis questionar escândalos políticos e julgar falta de ética. Confesso que comecei a rir, aliás até tomei uma bronca da amiga que estava comigo que apesar de concordar com minha opinião achou melhor a gente não falar mais nada.

Voltei pra casa e fiquei pensando na palhaçada hipócrita que tive que ouvir, e lembrando de um ditado popular francês que meu pai sempre me falou: "quem rouba um ovo, rouba um boi".

Será que essas pessoas não percebem que o erro delas é tão repugnante quanto qualquer transferência de dinheiro que qualquer político tenha feito? Será que nem elas percebem que é gente como elas que com o poder em mãos fazem esse tipo de coisa que vira manchete de jornais?

Que falta de coerência!

A sociedade precisa entender que enquanto se queimar farol vermelho, beneficiar um amigo com um cargo profissional por motivos pessoais, pegar chiclete sem pagar na banquinha, usar o telefone da empresa pra ligar pro namorado ou qualquer coisa do gênero, nada vai mudar.

A mudança começa dentro de cada um e ver o povo fazendo coisa errada e exigindo mudança da parte do governo é tão ridículo quanto um fumante falando pra você não fumar, porque faz mal.

Toda vez que entro no assunto com alguém, tentam me convencer de que em algumas situações são mais ou menos aceitáveis que outras, mas me desculpa, caráter se tem, ou não se tem. Não existe meio caráter.

Realmente, são princípios que deveriam ser implantados na educação acadêmica e social de cada um, mas até determinado ponto é questão de bom-senso.

Não estou dizendo que nunca joguei chiclete na rua ou colei na prova, mas que não saio por aí apontando o dedo na cara dos outros sem plena consciência de que me esforço pra ser uma pessoa correta e de que para que haja uma mudança geral, ela deve começar dentro de cada um.

Acho que é hora, principalmente na situação em que o Brasil se encontra, de se conscientizar e erradicar a corrupção na sociedade em geral, antes de exigir isso apenas para quem tem poder político.

Percebam, por favor, que não estou defendendo os políticos corruptos, e sim dizendo que são tão errados que devemos nos mudar para que mudem também...

A sensação que mais me agrada é deitar a cabeça no travesseiro com a consciência limpa... Você deveria tentar, e pra isso é só fazer sua parte.


Layla 6

08/10/14

Sorteio

Oi gente, 

já faz um tempinho desde meu último post aqui devido a correria de fim de ano que já está aparecendo por aqui.

Bom, pra me redimir preparei um sorteio com parceria com a Sheinside pra vocês.



O ganhador vai poder escolher uma das 6 peças abaixo, e pra participar é muito fácil:

1- Cadastre-se no Sheinside Publisher Program (pra isso, basta clicar nesse link: http://www.sheinside.com/publisher-program-a-454.html )



2- Compartilhe(no seu Tumblr, Facebook, Twitter ou Blog) 4 peças da Sheinside- sem se esquecer de colocar o link pra cada uma, claro.



3- Comente nesse post o seu e-mail (o mesmo usado para se cadastrar no item 1) pois é por ele que vou verificar seu cadastro e entrar em contato com você caso você ganhe.



Fácil, né? Se você quiser dar uma olhada melhor em cada item, que estão também disponíveis para compra, embaixo da imagem de cada um tem seu respectivo link.



http://www.sheinside.com/Pink-Long-Sleeve-Barbie-Print-Casual-Sweatshirt-p-141941-cat-1773.html?aff_id=691

http://www.sheinside.com/White-R-I-P-Diet-Cup-Cake-Print-Sweatershirt-p-145225-cat-1773.html?aff_id=691

http://www.sheinside.com/Dual-tone-Painting-The-Tree-of-Life-Print-Sweatshirt-p-145121-cat-1773.html?aff_id=691

http://www.sheinside.com/Grey-Long-Sleeve-Black-Letters-Print-Sweatshirt-p-144518-cat-1773.html?aff_id=691

http://www.sheinside.com/Light-Grey-NOBODY-KNOWS-Print-Hooded-Leopard-Sweatshirt-p-152227-cat-1773.html?aff_id=691

http://www.sheinside.com/White-Grey-Long-Sleeve-Rose-Print-Sweatshirt-p-159344-cat-1773.html?aff_id=691

Boa sorte! Beijo,

Lay



27

30/09/14

Nada é maior que o amor ♥

Oi gente...

O post de hoje se resume a algumas mensagens que ando recebendo por email e que pretendo a partir de hoje responde-las  publicamente...

Claro que não irei divulgar os nomes dos remetentes então quem quiser mandar pode ficar a vontade.

O email falava sobre amor e ódio e tentei colocar o que penso sobre esses dois sentimentos em um pequeno texto. Espero que vocês gostem e se identifiquem. 


 "Dizem que o amor vem do coração, mas e o ódio? Desde sempre curiosos estão em busca dos princípios e origens do ódio, assim como da ironia, sinceridade e outros sentimentos.

Algumas pessoas arriscam dizer que o ódio é o contrário do amor, mas uns dos escritores mais populares do Brasil no século XX discorda completamente. 

Ele era Érico Veríssimo, e uma de suas frases atua sobre a consciência da sociedade até hoje: "O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda da paixão.O oposto do amor não é ódio, mas a indiferença."

Ambos estão ligados a uma outra pessoa como ponto central e como ela irá reagir mediante as ações. 

No caso do amor, pelo o que o outro consegue sentir, boas sensações. Já no ódio, em como você pode feri-lo, machuca-lo. 

OS DOIS SENTIMENTOS SÓ TEM VALOR QUANDO A PESSOAS QUE ELES ESTÃO DIRECIONADOS NOTAM. 

O ódio pode ser apenas uma magoa mal classificada ou até mesmo um amor oculto. O amor não correspondido ou mal compreendido também pode virar uma ferida. Ódio demais é amor, ou pode virar um grande amor. 

O ódio é a expressão negativa do amor, porém a verdade é que o amor e o ódio são os sentimentos mais próximos que uma pessoa pode ter. Mas se permitem, para que serve o ódio se temos o amor? Quando se tem opções, não importa quais sejam, o amor sempre é a melhor delas ♥"


Bom, tentei ser e breve e mostrar que o amor, seja ele entre um homem e uma mulher, entre irmãos ou até mesmo entre amigos, sempre é a melhor opção(na minha opinião que é mega suspeita já que tenho tatuado 'Nothing is bigger than love' no braço esquerdo).


Enfim, espero ter ajudado a nossa leitora e espero que vocês continuem enviando. Para quem quiser, o email é : larissamadruga.contato@gmail.com

E não custa frisar o que já dizia um poeta: CONSIDERAMOS JUSTA TODA FORMA DE AMOR!

Beijinhos com muito amor

Larissa Madruga ♥


  • Twitter: @larissamadruga1
  • Instagram: @larissamadruga



0

18/09/14

#DoeUmSorriso

Oi galera, 

Hoje vim contar pra vocês do Doe um Sorriso que eu comecei em junho desse ano e por mais que seja algo que se espalha rápido, a galera que me acompanha há pouco tempo vive perguntando.

Pra quem já sabe como funciona, pula a parte em itálico!

Bom, eu estava no intercâmbio e muita gente quis fazer um encontro pra me conhecer quando eu voltasse, depois de acompanhar tudo que eu vivi por lá. Eu super topei, até porque adoro conversar com quem conhece a minha vida com outra perspectiva; mas queria que fosse diferente, que tivesse um propósito além de apenas conversar com a pessoa que te conta histórias e se conhecer. Queria algo que fosse além daquele evento, e aí me surgiu a ideia de conectar dois planos.

Tenho uma casa no sul da Bahia onde minha mãe sempre levava caixas e caixas de doações de livros, roupas, remédios, brinquedos e tudo que desse, mas ela se separou do meu pai e parou de frequentar aquela casa e então eu comecei a fazer um Caça ao Tesouro duas vezes por ano, no qual eu colocava muitos doces e brinquedos numa caixa que eu escondia pelo terreno, que é bem grande então dá uma bela brincadeira. Fazia uma festa com música, muita comida e muitas brincadeiras além do casa ao tesouro (tipo guerra de balão d'água) e chamava todas as crianças da cidade. 

A gente se divertia muito, mas quando virei adolescente passei a ir quase nunca naquela casa, e portanto não fazia mais o Caça ao Tesouro. 

Durante meu intercâmbio eu completei 2 anos sem pisar naquela casa e estava me sentindo com uma dívida, então juntei a ideia do encontro com doações que eu levaria pra lá. E assim eu fiz.

O primeiro encontro foi ótimo! Chamei mais pessoas que tinham seguidores que gostariam de conhecê-las e propus que levassem brinquedos e roupas em bom estado, não necessariamente novos. 

Foi num espaço de um bazar, foi bem divertido, adorei conhecer todo mundo e decidi fazer outros, principalmente depois de ver a quantidade de coisas arrecadadas.

Doei muita coisa na Bahia e São Paulo, em escolas, casas, igrejas e instituições (como o Cotolengo). 

A felicidade no rosto de quem recebe é algo que não tem preço, e por isso achei o nome Doe um Sorriso bem adequado. 

Me apaixonei por esse projeto e pretendo expandi-lo cada vez mais, fazendo-o em diferentes cidades (já fiz em São Paulo e no Rio de Janeiro), e levando o arrecadado para ainda mais (além de Sarapuí, São Paulo, Rio de Janeiro, Sorocaba, Caraíva, Porto Seguro e Trancoso, para onde já levei coisas)! Vou misturar os prazeres de doar e viajar e chamo quem estiver disposto a me ajudar nessa!

A princípio era só roupa e brinquedo, mas depois de visitar escolas sem estrutura suficiente para providenciar livros, isso também é aceito. Fiquem atentos nas minhas redes sociais e no blog que vou começar a avisar sempre que tiver um, pra quem quiser ir doar, ir me conhecer, ir passar o tempo, divulgar ou o que for!!!

Sei que muitos moram longe e é por isso que o endereço em que recebo cartas e pacotes de quem lê e me acompanha, agora vai passar a receber pacotes de doações de quem não pode comparecer aos encontros. Aqui vai:

Av. Dona Cherubina Viana, 1477
Vila Santo Antonio
Cotia - SP
06708-360

Só peço à quem mandar para o projeto escrever "Doe um Sorriso", pois por "Layla Foz" eu interpreto que é pessoal.

Enfim, espero que o texto tenha tirado as dúvidas de quem ainda não sabia como funciona e espero que vocês queiram participar, afinal: fazer o bem faz bem! 

Antes de sair, confira o vídeo que fiz (curtíssimo) do dia em que levei doações para o Cotolengo(Instituição que dá suporte a pessoas com deficiência) para se convencer completamente que doar é um ato lindo! O link é esse aqui de baixo:



Beijos!

1